Domingo, Dezembro 31, 2006

Feliz 2007

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Sábado, Dezembro 23, 2006

Mensagem de Natal

Mensagem de Natal feita em Stop Motion

 
 

Domingo, Dezembro 17, 2006

Algumas frases interessantes achadas por aí

- "O governo tem de mudar de ramo para que a economia mude de rumo". (Edmar Bacha - Economista - 1993).

- "Temos uma economia sadia e um governo enfermo". (Edmar Bacha - Economista - 1993).

- "É a primeira vez que o governo reconhece que o problema do Brasil hoje é o governo". (Edmar Bacha - Economista - 1993).

- "Bendito o golpe que se exaure na fiel observância de comandos institucionais; maldita a democracia em que o voto popular possa constituir-se em cidadela da impunidade". (Nelson Jobim - Deputado Federal, sobre o processo de impeachment do Presidente Collor).

- "Para ser justo é indispensável ser livre". (Amir Lando - Senador, sobre o processo de impeachment do Presidente Collor).

- "Não acredito na criatividade de quem fica 15 horas no escritório. O chefe que faz isso está distante da realidade". (Júlio Ribeiro - Proprietário da agência de propaganda Talent).

- "Classificar prioridades e elaborar programas até que é fácil. Difícil é monitorar pessoas e governar expectativas". (Jacques Rueff - Economista francês).

- "No Brasil há um luxo grosseiro a par de infinitas privações de coisas necessárias". (José Bonifácio de Andrada e Silva - Estadista brasileiro - 1765/1838).

- "Dizem que os que governam são espelho da República: não é assim, senão ao contrário. A República é o espelho dos que a governam". (Padre Antônio Vieira - Escritor e missionário português).

- "Ajudar é diferente de interferir. A interferência consiste em tentar mudar o outro; a ajuda consiste em favorecer o outro a seguir o caminho dele". (Masaharu Taniguchi - mestre oriental).

 
 

Sábado, Dezembro 16, 2006

Os nossos dias

Perguntas que ficam no ar.
1 - Porque a Polícia Federal, que investigava o caso há mais de um ano, esperou o dia da diplomação dos novos parlamentares para apontar novos envolvidos em antigas falcratuas? Será mais um jogo de cena?
2 - Porque os trabalhadores rurais na colheita de cana-de-açúcar e de café trocam a carteira assinada pelo Bolsa Família? Será o estímulo a ganhar sem trabalhar, como parece ser notório no país nos últimos anos?
3 - Porque os parlamentares são tão agéis em votar seus próprios aumentos (cerca de 90%, só em salários - 15, no total), enquanto as leis e matérias de interesse da população e do crescimento do país, para não falar nas malfadadas CPIs, ficam engavetadas? Venha tudo a nós, ao vosso reino nada?
Se não gostou do aumento, faça como muitos, mande um e-mail para os doutos congressistas. Aí vão alguns endereços que obtive no BlogueIsso!:
  • Aldo Rebelo (PC do B-SP): dep.aldorebelo@camara.gov.br
  • Renan Calheiros (PMDB-AL): renan.calheiros@senador.gov.br
  • Ciro Nogueira (PP-PI): dep.cironogueira@camara.gov.br
  • Jorge Alberto (PMDB-SE): dep.jorgealberto@camara.gov.br
  • Luciano Castro (PL-RR): dep.lucianocastro@camara.gov.br
  • José Múcio (PTB-PE): dep.josemuciomonteiro@camara.gov.br
  • Wilson Santiago (PMDB-PB): dep.wilsonsantiago@camara.gov.br
  • Miro Teixeira (PDT-RJ): dep.miroteixeira@camara.gov.br
  • Sandra Rosado (PSB-RN): dep.sandrarosado@camara.gov.br
  • Colbert Martins (PPS-BA): colbertmartins@camara.gov.br
  • Bismarck Maia (PSDB-CE): dep.bismarckmaia@camara.gov.br
  • Rodrigo Maia (PFL-RJ): dep.rodrigomaia@camara.gov.br
  • José Carlos Aleluia (PFL-BA): dep.josecarlosaleluia@camara.gov.br
  • Sandro Mabel (PL-GO): dep.sandromabel@camara.gov.br
  • Givaldo Carimbão (PSB-AL): dep.givaldocarimbao@camara.gov.br
  • Arlindo Chinaglia (PT-SP): dep.arlindochinaglia@camara.gov.br
  • Inácio Arruda (PC do B-CE): dep.inacioarruda@camara.gov.br
  • Carlos Willian (PTC-MG): dep.carloswillian@camara.gov.br
  • Mário Heringer (PDT-MG): dep.marioheringer@camara.gov.br
  • Inocêncio Oliveira (PL-PE): dep.inocenciooliveira@camara.gov.br
  • Demóstenes Torres (PFL-GO): demostenes.torres@senador.gov.br
  • Efraim Moraes (PFL-PB): efraim.morais@senador.gov.br
  • Tião Viana (PT-AC): tiao.viana@senador.gov.br
  • Ney Suassuna (PMDB-PB): neysuassun@senador.gov.br
  • Benedito de Lira (PL-AL): dep.beneditodelira@camara.gov.br
  • Ideli Salvatti (PT-SC): ideli.salvatti@senadora.gov.br
4 - Porque o prefeito do RJ concluiu que é melhor ser conselheiro do Tribunal de Contas do Município, no meio de seu segundo mandato, do que administrar com eficiência e eficácia a cidade? Será que a vitaliciedade do cargo, com alto salário e notória influência sobre o município, o estimula mais?

 
 

Promovendo o filhão

Entrevista com o Cristiano. É um pouco extensa, mas vale ouvir. Veja aqui http://www.blogueisso.com/2006/12/14/entrevista-cristiano-dias-do-crisdiasweblog-e-villago/

 
 

Terça-feira, Dezembro 12, 2006

A perfeição humana da canola

A quem interessar uma avaliação a respeito.

A planta que Deus não criou.......................

A canola é mais uma destas histórias atuais, que mostram como a ciência, afastada do comum das pessoas, se torna cúmplice de atitudes públicas, que podem ser perigosas para a saúde coletiva.
Em primeiro lugar, é preciso estabelecer a seguinte questão: o que é canola, que, afinal, nem consta nas encicoplédias (Comptons e Encarta de 96)? Vejam só: canola é novo nome da Colza. Colza? Novo nome? O que é isto afinal? Bem, a Colza é uma planta da família das mostardas. É a mesma planta que foi a fonte de produção do agente mostarda, gás letal usado de forma terrível na Guerra Mundial. O óleo de colza é utilizado como substrato de óleo lubrificante, sabões e combustível, sendo considerado venenoso para coisas vivas: ótimo repelente (bem diluído) de pragas em jardins. Este poder tóxico é proporcionado pela alta quantidade de ácido erúcico que contém. Tem sido usado de forma alimentar no Extremo Oriente, na forma não refinada, e contrabalançada com uma dieta rica em gordura saturada, o que evitaria seus graves efeitos tóxicos.
No entanto, no ocidente o objetivo era se produzir um óleo com pouca gordura poliinsaturada, e boa quantia de ácido oléico e omega-3. O óleo de oliva tem estes predicados, mas sua produção em larga escala é dispendiosa. Aí entram em cena empresas de "ótimas intenções", como a Monsanto, que produz uma variação transgênica da colza. Para evitar problemas de marketing, usa o nome CAN - OLA (Canadian oil - ou óleo canadense). Isso mesmo: CANOLA é absolutamente transgênica. Sua comparação aos benefícios do óleo de oliva não passa de uma estratégia de venda: o óleo de oliva é bem mais caro, mas o de canola é mais caro do que os outros óleos, apesar de ser de produção baratíssima! Bom negócio, enfim.
Bem, se você não queria usar transgênicos sem seu expresso consentimento, mas já usou o óleo de canola, talvez até aconselhado pelo seu cardiologista ou nutricionista, fazer o quê? Perdemos o direito desta opção quando nos foi retirada toda a informação. Mas se é tão bom assim como se diz, por que não informar tudo a respeito?
O óleo de canola está longe de ser tão salutar assim como se alardeia. Se observarem bem, pode deixar um cheiro rançoso nas roupas, pois é muito facilmente oxidado, e seu processo de refinamento produz as famigeradas gorduras trans (igual problema das margarinas), relacionadas a graves doenças, incluindo o câncer. Produz déficit de vitamina E, antioxidante natural. Alimentos feitos com canola emboloram mais rapidamente.
As pequenas quantidades de ácido erúcico, que ainda persistem na planta alterada, continuam sendo tóxicas para consumo humano, e esta ação tóxica é cumulativa. Existem relatos de inúmeras outras enfermidades ligadas à ingestão e até mesmo à inspiração de vapores de canola (possível vínculo com câncer de pulmão).
A canola também ilustra um jeito de funcionar das mega empresas de biotecnologia. Em abril de 2002, nos Estados Unidos, o CFS (Centro de Segurança Alimentar) e o GEFA (Alerta de Alimentos Geneticamente Produzidos) pediram uma investigação criminal contra a Monsanto e a Aventis, mais o Departamento Americano de Agricultura, que haviam permitido o ingresso ilegal de sementes de colza modificada para dentro do território americano antes da aprovação legal desta importação para produção local. Aqui e lá tudo funciona meio parecido. A própria liberação da canola no território americano contou com estímulo de US$50 milhões do governo Canadense para que o FDA (órgão regulador) facilitasse seu ingresso na indústria alimentar de lá, mesmo sem os adequados estudos de segurança em humanos.
Enfim, novamente nos defrontamos com uma situação em que a mão do homem subverte o bom-senso entre ciência e saúde, ao que parece porque os interesses econômicos são muito mais persuasivos que os interesses dos consumidores.
Mas o pior é que não podemos contar com os meios de informação, que sistematicamente informam o que interesses maiores julgam mais oportuno. A canola, podemos ter certeza, é uma fração pequena do mundo obscuro do capitalismo científico, que pesquisa fontes de enriquecimento muito mais entusiasticamente do que as verdadeiras fontes de saúde, vida e paz!

José Carlos Brasil Peixoto - médico.

Na Internet: sobre a ação nos Estados Unidos contra a Monsanto: www.centerfoodsafety.org ou www..gefa.org. Sobre o relato de americano estudioso indignado sobre a verdade da canola: www.tetrahedron.org (The truth about canola oil). O site www.shirleys-wellness-cafe.com/canola.htm é mais rico em dados e bem atual (obs.: sites em inglês). Mas há inúmeros outros a respeito.

 
 

Quinta-feira, Dezembro 07, 2006

ESCOLA NACIONAL DE ENGENHARIA 1962-1966

Estive tentando escrever algo sobre o evento pela comemoração dos 40 anos de formatura da primeira turma de engenharia da Cidade Universitária, na ilha do Fundão, mas já se passaram quatro dias e nada saía, pois pretendia expressar toda a minha emoção por um encontro inesquecível. Com emoção, ou sem emoção, lá vai. Paciência!
Nos dias 01 a 03 de dezembro de 2006, cerca de oitenta dos duzentos e oitenta que chegaram no início de 1962 ao campus universitário da ilha do Fundão estiveram presentes ao encontro realizado no Hotel Fazenda VillaForte, em Engenheiro Passos, juntamente com as famílias (esposas, filhos, netos e agregados). Os cuidados tomados pela comissão organizadora que há quarenta anos atura a todos, agora reforçada pela participação feminina de esposas e filhas, desenhou um evento cheio de reminiscências e acontecimentos agradáveis a todos. Não podemos deixar de mencionar a dedicação de Alzira (esposa do Joaquim Rodrigues) e de sua filha Christiane, preocupadas com a preparação do evento e todo o seu desenvolvimento. Parabéns Família Rodrigues. Vocês foram DEZ.
A recepção maravilhos, com aquela faixa à entrada do hotel: "Quarenta anos de formatura; quarenta e cinco anos de amizade", traduz fielmente o espírito de uma turma pioneira de estudantes pelo desbravamento de novos horizontes (àquela época) profissionais.
Passamos momentos difíceis, mas soubemos superá-los com a participação e dedicação de todos: a chegad à ilha do Fundão, sem a infra-estrutura que suportasse a super-população universitária (deficiências de transporte, de refeitório, de alojamento, de laboratórios para aulas práticas); a revolução de 1964; o desânimo dos professores mais velhos, acostumados com o Largo de São Francisco, ponto bem mais central. A amalgama que se aplicou entre nós deu no que deu: uma turma feliz, coesa e briguenta pelos interesses legítimos de uma nova sociedade.
Mas voltemos ao Villa Forte. Durante as refeições, clima bastante descontraído, com completa integração de todos os paricipantes ao evento. MARAVILHA! Brincadeiras, caminhadas, e a emocionate alocução de nosso amigo José Antonio Vieira Miguel, relembrando todo o transcorrer de cinco anos na ilha do Fundão e chamando os amigos à continuidade de um congraçamento contínuo.
Mas a festa não estaria completa se nosso amigo Antonio Augusto não comparecesse com a afrta distribuição da pinga Maxicana, de sua fabricação e produto digno para a pauta de exportações do país. Obrigado Antonio Augusto.
No almoço do último dia, o amigo Joaquim bastos usou da palavra para cumprimentar a todos pelo sucesso alcançado com o evento, prestou significativa e justa homenagem para a Christiane e lembrou de todas as passagens importantes em nossa vida universitária. Também, pudera, era ele o presidente do centro Acadêmico à época.
Ainda durante o almoço o presidente da comissão organizadora, o incansável amigo Jandir de Oliveira Loureiro prestou contas do lado social fundamentado na arrecadação de recursos pela turma, que já editou o livro Ler e Escrever, de Paulo Freire, possibilitando a formação de mais de 100 professores voluntários para a alfabetização de adultos. Agorra é a vez do livro Contar e Medir, de autoria do nosso Jandir, que possibilitará a oportunidade da iniciação à matemática básica a trabalhadores de baixa renda. Bola prá frente pessoal.
Para tentar melhor registrar os momentos alegres e descontraídos que vivemos neste fim de semana no Vila Forte, resolvi criar uma página na Internet, apêndice deste blog, que apresenta a mensagem do amigo José Antonio, a Maxicana do Antonio Augusto e um montão de fotos do evento. O endereço para visita à página é http://www.lcdias.com.br/ene2006. Caso algum amigo queira incluir fotos na página, estou disposto a tentara a inclusão. Para tanto, devem encaminhar as referidas fotos para meu e-mail alternativo lcdias@lcdias.com.br.
Abraços para todos e Feliz futuro extensivos às famílias.