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Escola Nacional de Engenharia - Universidade do Brasil Primeira Turma da Ilha do Fundão |
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Evento comemorativo pelos 40 anos de formatura Hotel Fazenda Villa Forte - 01 a 03 de dezembro de 2006 |
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O Convite
Especialmente elaborado por Christiane Rodrigues, filha do amigo Joaquim Rodrigues, e equipe, com toda dedicação e carinho. A imagem mais à esquerda, ao lado, registra a capa do convite que retrata o bloco universitário onde foram iniciados os cursos de engenharia, enquanto a imagem mais à direita mostra, de forma estilizada, o envolvimento das diversas áreas da engenharia, traduzindo a integração que se perpetuou entre os componentes da turma pioneira da ilha do Fundão.
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Saudação do amigo José Antonio Vieira Miguel (Eletrônica) aos formandos de 1966 Engenheiros nasceram com a mania de procurar as causas. Qual o princípio divino, o que faz esta quantidade de velhinhos e velhinhas se abalarem de suas cadeiras de balanço ou poltronas reclináveis, deixarem o comodismo de seus lares, a companhia dos netinhos, quando não os trazem, como é o meu caso, para celebrar quarenta anos de formados? Deve haver mais de uma resposta. Cada um de nós, se ainda não sabe, vai descobrir as suas. As minhas são – Talvez a primeira, na saudade dos ideais que vivemos, mais de quarenta anos atrás, juntos, na primeira turma na Ilha do Fundão (epa! – Ilha Universitária). Talvez outra resposta no princípio divino do Amor, que muitos chamam de Deus e outros dão outros nomes, mas que nos abala, todas as vezes que nos encostamos, desejando o repouso, e nos impele a querer a participação na comunidade, que, aqui, é a turma ENE 66. Não será esse um reflexo do que torna o pessoa humana participante da Criação? Ainda são muito claras, em minha memória, minhas lembranças: A emoção de verificar o resultado do vestibular. O futebol no Largo de S. Francisco, no trote. Ainda no trote - a turma do MAÇ – “Mubimento Anti Çalazarista”. Sem faltar com o respeito aos portugueses. As caronas na lambreta do Jandir, pela Av. Brasil e no fusca do Flávio Joppert, que me deixava na Quinta da Boa Vista, quando consegui estágio. Os dois ônibus azuis, sempre apinhados, da Praça das Nações até a Escola de Arquitetura. Perder, quase todos os dias, a aula das 7:00 horas. O primeiro ano do Curso de Eletrônica da ENE, que a burocracia teimava em chamar de UFRJ. As caricaturas geniais do Cláudio, que já não está mais entre nós. Saudades de todos os que já foram! A primeira aula do Mario Caseras Rocabado, insistindo em nos ensinar circuitos a transistores, quando ainda não sabíamos o que era um transistor. Que bom que ele depois descobriu que o planejamento colocara o curso de circuitos a transistor antes do curso de física dos transistores. Os professores do Reator Nuclear da Ilha, fundamentais no pouco que acabamos sabendo. Os colegas devem ter as suas, ou não estariam aqui! As grandes e as pequenas coisas cuja lembrança nos diz que vivemos: - A juventude! O ideal! A vontade de crescer como gente! De influir, de alguma maneira, para alguns, no destino do nosso país, para outros, de construir o seu próprio destino e de suas famílias, cada qual com sua vocação. A consciência de alçar vôo e, mesmo sem querer, ou querendo, virar elite instruída no país onde, até hoje, conta-se pelos dedos os que se libertam da tirania da ignorância, mesmo contra os que vivem de explorar a massa ignara. Os caminhos diferentes que cada um de nós seguiu. Quem venceu? Todos vencemos, porque somos capazes de levantar, após tantos anos, e nos reunir sob a lembrança do que passamos no “far west” do Fundão. Como a primeira turma sofreu! As seções administrativas ainda não estabelecidas, a falta de aulas, a falta de professores. Os catedráticos que não queriam, ou não tinham mais idade para se abalar até as lonjuras, as incertezas que vinham de verificarmos que a instituição que devia ser estável e organizada que nos daria orientação na vida em frente, era, na verdade, o ícone do descaso, da improvisação. Tudo isso nos uniu. Vamos usar a sabedoria que nos vem do renascimento francês: A utilidade do Sofrimento – “ O golpe de que te lamentas talvez te haja preservado, criança, porque foi por isto que o teu coração se abriu. O homem é um aprendiz! A dor é o seu mestre! E nada se conhece tanto como o que se sofreu!” O coração que se abre, cresce em sensibilidade para perceber o tesouro que vivemos, quando a turma está junta e recorda os anos na Escola. omo “Amor” é uma palavra ampla em significados! Nos faz lembrar a juventude finda em anos, tornada eterna por essa nossa reunião de congraçamento, igual às que já fizéramos anteriormente, nas quais estes sentimentos já afloravam. Como é bom estarmos juntos! Lembro-me sempre da turma cantarolando e batendo palmas, em “St. Louis Blues”, enquanto o Helton fazia seu bem comportado “strip-tease”. Da Maxicana do Augusto, dos longos papos com os colegas mais chegados, sobre os pontos comuns da vida. Obrigado, por estes momentos, Alzira do Joaquim, Cristiane e colegas organizadores, Jandir, Simion e Onesild “Show do milhão”.(Que pena que você não foi sorteado lá. Torci muito!). Novamente obrigado, professores, pela missão fundamental de ensinar, fazendo da vida um gesto de amor, mesmo no Brasil. Que bom que vocês existiram! Recebam, colegas e famílias, cada um particularmente, o meu abraço carinhoso, incitando-os a também se abraçarem fraternamente, na consciência da grande riqueza que estamos partilhando. Deus, ou o que quer que acreditem, os abençoe!
Hotel Villa Forte, 1, ou 2, ou 3 de dezembro de 2006 José Antonio Vieira Miguel, eletrônico naquele tempo, hoje, apenas colega ENE66.
OBS: As fotos ao lado mostram o momento em que José Antonio fazia sua saudação aos amigos e uma garrafa da Maxicana (produto para exportação) especial do Antonio Augusto, com rótulo dedicado ao evento e que foi fartamente distribuída aos amigos presentes ao evento |
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GALERIA DE FOTOS
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