Ainda será negócio investir na Bolsa de Valores?
O mercado acionário tem andado muito volátil nos últimos tempos. Ainda ontem, foi possível observar uma tremenda gangorra, durante um mesmo pregão, tal como aconteceu nos últimos dias. Mas os recordes históricos continuam sendo quebrados. As expectativas dos analistas para o segundo semestre são altamente favoráveis. Alguns papéis já apresentaram excelentes valorizações este ano, mas as oportunidades de compa ainda permanecem boas. As ações de mineradoras e siderúrgicas, embora já tenham se valorizado bastante nos seis primeiros meses do ano, ainda apresentam boas expectativas, isto porque vemos que os juros internos estão decrescendo, o crescimento do país está se mostrando factível, a renda do trabalhador está aumento, logo, existem boas chances de aumento na demanda por produtos manufaturados. Assim, as apostas podem ser feitas em empresas que se incluem dentro das expectativas mencionadas, com destaque para as ações de companhias mais sólidas, com bom históico de crescimento, respeito ao investirdor e pagadora de razoáveis dividendos, tais como Vale, Petrobras, CSN, Gerdau, Cemig e, quem sabe, algumas empresas maiores do setor financeiro. Voltando à pergunta inicial: ainda será negócio investir na Bolsa? Para uma avaliação, a mais segura possível, quando tratamos de retorno para um investimento feito, precisamos comparar este investimento com outro possível e os riscos envolvidos em cada um, em um mesmo espaço de tempo. Por exemplo, podemos comparar uma alicação em Bolsa de Valores, com uma aplicação em renda fixa. Qual será o prêmio a ser pago em cada uma das aplicações, tal como estivèssemos fazendo um seguro para o dinheiro aplicado? Não nos esqueçamos, do início do ano para cá algumas constatações são possíveis, o que só melhorou a visão do país para os investidores: o risco-país caiu de 250 pontos para cerca de 130; a cotação do dólar americano frente ao real caiu de R$ 2,20 para R$ 1,91; os juros internos estão caminhando para os 11,25% ao ano, até o final de 2007; as expectativas de crescimento do PIB passaram de 3,5% para 4,5%; o Banco Central já admite trabalhar com uma meta de inflação de 4% ao ano; as vendas das empresas já apresentam sinais de recuperação; o governo já começa a sinalizar com medidas protecionistas contra a importação de alguns produtos que estariam afetando as empresas brasileiras, e por aí vai. Tudo isto num balaio só, nos indica que a economia está em um crescendo, o que viabilizará também os ganhos em Bolsa.
Quando analisamos uma aplicação em renda fixa podemos verificar que, para aquelea taxa de juros projetada de 11,25% ao ano e considerando o número de dias úteis até o final de 2007, chegamos a um retorno esperado para aplicações, por volta de 5,5%, para um investimento que ofereça 100% do CDI - Certificado de Depósito Interbancário, no período, o que é impossível conseguir, quando tratamos de aplicações em bancos comerciais de ponta. O máximo que poderíamos obter seria por volta de 90% do valor do CDI, o que rsultaria em um ganho da ordem de 4,95%.
Mas qual seria o prêmio pelo risco em investimento em Bolsa de Valores? Uma pesquisa realizada por um conceituado banco internacional aponta que os grandes fundos internacionais se valem de um prêmio de 3,5%, na média, para um espaço de 12 meses, em suas aplicações, o que daria cerca de 1,75% até o final do ano. Continuando com essa especulação sobre números, para que se possa considerar uma boa alternativa o investimento em Bolsa de Valores, quando comparado com uma aplicação em renda fixa, deve conseguir, até o final do ano, um retorno de cerca de 6,7%, ou seja, consideramos os 4,95% de retorno da renda fixa, acrescido do 1,75% de prêmio por investimento em Bolsa. Com isso, partindo do valor do índice Bovespa no fechamento de ontem, 54.143 pontos, para que o retorno de uma aplicação em Bolsa, até o final do ano, venha a se mostrar interessante, o Índice Bovespa deria atingir, pelo menos, a marca de 57.771 pontos. Portanto, façam suas avaliações e boa sorte!








