Sexta-feira, Julho 11, 2008

Log-In recebe ressarcimento

A Log-IN - Logística Intermodal S.A. enviou comunicado à BOVESPA com o seguinte teor:
Comunicou que recebeu do Fundo de Marinha Mercante – FMM durante o segundo trimestre de 2008 R$ 10,973 milhões a título de ressarcimento do AFRMM – Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante. A geração de créditos de AFRMM decorre das operações de
Navegação Costeira da Log-In, conforme regulação do setor, e os valores arrecadados são revertidos à empresa através do depósito em contas vinculadas, devendo ser empregados na
construção, aquisição, reparo ou modernização de embarcações. Os valores recebidos referem-se ao
ressarcimento de desembolsos já efetuados pela Log-In em função do início da construção dos cinco navios porta-contêineres no Estaleiro Ilha S.A. – EISA.

 
 

ALL América Latina Logística - Fato Relevante –

A empresa encaminhou à BOVESPA o seguinte Fato Relevante:
A ALL - América Latina Logística S.A., companhia aberta com sede na Rua Emílio Bertolini, 100, Bairro Cajuru, na cidade de Curitiba, estado do Paraná, CNPJ/MF 02.387.241/0001-60 (ALL); e a Ferronorte S.A. - Ferrovias Norte do Brasil, companhia aberta com sede na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, 2.000, sala 308, Bosque da Saúde, Cuiabá, Mato Grosso, CNPJ/MF 24.962.466/0001-36 (Ferronorte ou Concessionária), comunicaram por este fato relevante, nos termos e para os fins do disposto na Instrução CVM 358, de 3/1/2002, aos seus
acionistas e ao mercado em geral, que a Constran S.A. – Construções e Comércio, o Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo Serviço – FI – FGTS (Fundo FI-FGTS), o InfraBrasil Fundo de Investimento em Participações (InfraBrasil) (conjuntamente Investidores), a ALL, e a Ferronorte (conjuntamente com os investidores, partes), celebraram um termo de acordo (termo). O Termo regula certas premissas e condições mínimas necessárias para a viabilização da construção, operação, exploração e conservação de trecho ferroviário que se estende da cidade de Alto Araguaia até a cidade de Rondonópolis, ambas no estado do Mato Grosso, pertencente à concessão da Ferronorte (Empreendimento). O Empreendimento será realizado por uma sociedade de propósito específico a ser criada pelos Investidores (SPE) e o investimento necessário será definido após a elaboração de um projeto executivo de engenharia. A efetivação do Empreendimento está sujeita ao atendimento integral das condições suspensivas previstas no Termo, entre as quais se incluem (i) as aprovações pelos comitês executivos do Fundo FI-FGTS e InfraBrasil; (ii) a obtenção de licença prévia para o início das obras componentes do Empreendimento e (iii) a aprovação, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, de financiamento para SPE. Além destas condições, o Empreendimento deverá contar com a aprovação da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT. A ALL e Ferronorte manterão seus acionistas e mercado informados sobre o assunto.

Fonte:
Bovespa.

 
 

Grupo Ipiranga e Braskem

A Braskem, líder em resinas termoplásticas na América Latina e terceira maior produtora petroquímica das Américas, anuncia que a operação de aquisição dos ativos petroquímicos do Grupo Ipiranga pela Braskem e Petrobras teve a aprovação final hoje do CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica. A única recomendação feita pelo CADE foi a de ajustar a cláusula de não concorrência pelos vendedores, que fica limitada aos mercados onde os mesmos atuavam.
Na mesma decisão, o CADE aprovou também o acordo de investimentos pelo qual a Petrobras aportou na Braskem suas participações minoritárias na Copesul, Ipiranga Petroquímica, Ipiranga Química e Petroquímica Paulínia.
Fonte: Braskem; PRNewswire do Brasil.

 
 

Sexta-feira, Julho 04, 2008

Atenção! Atenção!

O CHRistian, do CHRInvetsor, apresenta uma matéria muito interessante sobre a situação da BOVESPA frente ao mercado internacional. Ele tem desenvolvido um estudo muito bom sobre fluxo de capital de investidores na BOVESPA, especialmente fluxo de capital estrangeiro.
No artigo A ARAPUCA, ele apresenta conclusões que merecem ser bem avaliadas pelos investidores brasileiros, principalmente pessoa física.
O importante artigo está completado com alguns comentários de leitores que só enriquecem o conteúdo original. Vale a pena uma leitura aqui.
Para quem vem falando insistentemente em descolamento da BOVESPA dos mercados internacionais, o artigo é algo para reflexão.
Sobre o assunto descolamento, já fiz alguns posts em Março de 2008 e em Abril de 2008. Não que eu me sinta em totais condições de avaliar os mercados mas, cá prá nós, acho que enxerguei algo.

 
 

A situação atual do mercado de ações

Há mais ou menos um mês postei sobre a situação do mercado naquele momento, citando um interessante artigo de Rich Greifner sobre o mercado de ações americano. O post, na realidade, servia de alerta para a interpretação dada por muitos de nós a comentários e posições de analistas do mercado de capitais. Mas e agora, depois do que era dito pelos analistas em seus comentários próximos de 11 de junho, comparando com aqueles de maio de 2001, o que dizer?
As análises continuam, os pontos de vista não são convergentes e o mercado segue pregando sustos. Mas onde estará a verdade, o ponto de equilíbrio, ou o fundo do poço?
Temos visto que a inflação está ameaçando retornar, de forma preocupante para o mercado financeiro, não só no Brasil, mas no mundo inteiro. No Brasil, todos os índices de preços vinham apresentando projeções mais elevadas do que as anteriores, o que poderia ameaçar o tão decantado descolamento (sobre descolamento, vejam os posts de março e abril) da economia interna e da Bolsa nacional dos mercados externos. No entanto, eis que surge uma novidade:
o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) referente ao mês de junho apontou inflação de 0,96%, ou seja, 0,27 ponto percentual abaixo daquele registrado em maio, quando alcançou um incremento de 1,23%. Será um alento?
A renda e o crédito podem estar mostrando, ainda, alguns sinais de demanda aquecida, mas não deve ser esquecido que o nível de inadimplência tem apresentado sinais de elevação, embora ainda em níveis baixos, embora me trazendo alguma preocupação, que espero seja só preocupação. Lembremo-nos da situação dos sub-prime americanos: começou com baixa inadimplência, depois com novos empréstimos calçados nos bens adquiridos, e por aí foi, até o desastre final. É bem verdade que, por aqui, os juros estão muito elevados, o que poderia inibir a possibilidade de refinanciamento, mas.....
A se configurar uma desaceleração da demanda interna, as margens de ganho das empresas nacionais poderá ser afetada, atingindo, por conseqüência, a Bolsa de Valores.
Ontem, a CNI
(Confederação Nacional da Indústria) divulgou relatório onde está indicado que o ritmo de crescimento da indústria de transformação brasileira, em maio, apresentou alguma desaceleração, considerando aspectos relacionados com itens ligados à produção e itens vinculados ao mercado de trabalho. O relatório aponta que as horas trabalhadas em produção recuou 0,1%, quando comparado com abril.
Por outro lado, o faturamento das indústrias de transformação subiu 0,9% e capacidade instalada apresentou uma utilização na casa de 83,2%. Praticamente constante nos últimos nove meses. Não tão mal assim!
Caso os preços continuem subindo, as margens operacionais das empresas poderão sofrer pressão negativa, já se os preços vierem a cair, o crescimento do país poderá ficar comprometido. E os lucros das empresas? Provavelmente tenderão a cair, em qualquer uma das hipóteses. Teoricamente, pior para a Bolsa. Mas, no Brasil, será tudo isso uma verdade definitiva? O passado não tem mostrado completamente essa verdade. Aguardemos!
Pelo mundo a fora, a escalada inflacionária preocupa. As commodities apresentam a cada dia novos recordes.
Ontem saiu o relatório de emprego (ou desemprego) nos Estados Unidos. Mais demissões. Menor número de empregados acarreta diminuição da renda familiar, logo, menor consumo e, por decorrência, menor volume de vendas para as empresas americanas. Como conseqüência, pressão sobre o PIB americano, pois o consumo representa cerca de dois terços do indicador. Tudo isso, decorrência do aumento do valor das commodities, que acarreta aumento nos custos de produção. Com a diminuição do número de empregados e conseqüente diminuição da renda fmiliar, as empresas sentem dificuldade para repassar o aumento da matéria-prima para o preço do produto final; daí precisa ajustar a perda de margem com a demissão de trabalhadores. Onde terminará o ciclo em que se meteu a economia americana e que está arrastando as demais economias mundiais?
E o preço das commodities não cedem. Ainda ontem, o barril do petróleo registrou novo recorde nos mercados internacionais. Culpa do presidente da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), Chakib Khelil, que declarou acreditar que o preço do barril de petróleo chegaria a US$ 170, ou culpa do presidente do grupo produtor russo Gazprom, Alexei Miller, que em entrevista ao Financial Times previu o preço do barril ultrapassando US$ 250 em breve?
Muitos dizem por aí que o elevado preço das commodities é fruto de pura especulação. O que de fato está por trás de tudo isso, não é fácil descobrir. Na verdade, ocorre falta de alimentos no mundo, os conflitos envolvendo países, ou regiões, grandes produtores de petróleo, não cessam. Cada dia mais conflitos surgem; o mais recente surgiu no Oriente Médio, envolvendo Israel e Irã. Falta petróleo, ou derivados, na China, que alerta para a possibilidade de precisar importar volumes recordes de derivados, ainda este ano.
Com relação à falta de alimentos, a necessidade de maior empenho no incremento da área plantada para produção dos gêneros alimentícios, passa pelo emprego em larga escala de fertilizantes, o que também é uma escassez mundial, além de serem produtos com alta participação de derivados de petróleo. logo, preços elevados.
Mais uma vez, lanço a pergunta que venho martelando há algum tempo: o que vem acontecendo poderá ser benéfico para a nossa Petrobras?
Vejamos alguns pontos. Bancos de investimentos americanos projetam para as grandes empresas do setor petrolífero um futuro promissor, em decorrência do crescimento das reservas internacionais de óleo, fruto das recentes descobertas. É aí que surge a Petrobras, com incremento de reservas e de volume de produção. Os analistas desses bancos projetam um crescimento da ordem de 7% na produção da Petrobras no corrente ano e uma expectativa de cresciemnto produtivo em 2009 que beira os 8%, o que coloca a Petrobras em destacada posição, quando comparada às grandes empresas do setor. Não nos esqueçamos que a Petrobras tem demonstrado bastante interesse em participar ativamente da área de fertilizantes no Brasil. E os combustíveis alternativos? A Petrobras também tem grande interesse no segmento. Visão empresarial, ou anúncio para a platéia? Até o momento, a Petrobras, como empresa, ainda não demonstrou ter se beneficiado do elevado aumento do preço do barril do petróleo no mercado internacional. Vários fatores contribuem para isso, dentre eles: altos níveis de importação, mesmo com o dólar baixo do jeito que está; não aumento da gasolina no Brasil para o consumidor final, já há muito defasado. Elevados investimentos em pesquisa, e por aí vai.
Sobre o assunto descolamento do mercado brasileiro
Então, estejamos atentos ao desenrolar dos próximos eventos!

 
 

Terça-feira, Julho 01, 2008

E as Bolsas hoje?

O dia de hoje promete mais emoção. A bolsa chinesa fechou em forte baixa com preocupações sobre o petróleo e bancos, o mesmo acontecendo com outras bolsas asiáticas, exceto Hong Kong que fechou com ligeira alta (+0,27%). Pela Europa os mercados se apresentam em queda desde a abertura, chegando agora, próximos de 2,5% de perdas. A expectativa para o mercado americano, hoje, é de que ocorram perdas da ordem de 1% no Dow Jones, também devido aos preços do petróleo, da crise no Oriente Médio, com possível intensificação dos conflitos e da situação dos bancos. Agora, logo após a abertura, a perda no IBOVESPA já atinge -2,3%, aos 63.524,96 pontos. Há que se notar a existência de um forte suporte por volta de 63.133 pontos. caso o mesmo seja perdido, índice estará voltando para o interior do canal de baixa que já vem desde 26/05 (mais de um mês). Por aqui, por enquanto, alta só na Telemar (TMAR5), de 2,84%. Acompanhemos o pregão para sentir a tendência por aqui.